sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009


Hoje quem tiver por Lisboa


E os gajos foram de comboio para Lisboa. Ainda dizem que rock n' roll é coisa do passado...
www.myspace.com/theglockenwise

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009


Max Tundra (Uk) no Plano B na Sexta



Ben Jacobs teve a sorte necessária para crescer numa casa com piano mas o relacionamento com o instrumento não foi fácil dado que preferia tocar temas de series e anúncios de televisão em detrimento da obrigação da aprendizagem forçada da música dos grandes (e defuntos) ilustres compositores.
Um dia, o jovem Ben, comprou um Commodore Amiga 500 e, juntamente com um software que tinha custado a módica quantia de 1 Libra, começou a explorar o mundo da composição electrónica. Eventualmente tornou-se tão bom na sua exploração que, em 1998, a Warp Records editou o seu primeiro single. A Warp foi, contudo, a única editora interessada desde o inicio na música de Ben, todos os outros selos para onde enviou a música (e foram mais de 50) acharam-na demasiado bizarra e “com demasiadas ideias”. Hoje, Max Tundra (o alias que Ben forjou), insere-se de forma natural num contexto global de constante exploração de géneros, temas e instrumentação.
A música de Tundra revela um carácter emotivo, quente e extremamente alegre, capaz de capturar instantaneamente o espírito da audiência numa toada que se anuncia para fãs das Destiny Child como para fãs de Frank Zappa.
www.maxtundra.com
www.myspace.com/maxtundra






Black Bombaim - Complication

Numa altura que se preparam para editar o Ep (co-editado entre a Lovers & Lollypops e a Sonic Infusion Records) no próximo dia 06 de Março no Maus Hábitos, eu e o Nuno fomos para Barcelos registar a actividade do trio monolítico Black Bombaim.
Aqui fica o resultado...


Black Bombaim - Complication from Lovers TV on Vimeo.



segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009


Sheiks performam "Summertime" - que Portugal é este dos 60s?



Os Sheiks seriam provavelmente a banda ideal para servir de base para a película "Almost Famous". Convidados a meio dos 60s após uma primeira parte retumbante em Paris para os Stones, para fazerem o resto da tour europeia com estes, viram-se obrigados a recusar, porque alguns dos pais dos elementos da banda assim o decidiram. Tiveram que ir para a universidade, os poor bastards.
A banda era extremamente talentosa como se pode ver neste vídeo, com uma versão de "Summertime".
Carlos Mendes no baixo e na voz, Paulo de Carvalho na bateria. Uma "coolness" inesquecível

domingo, 22 de fevereiro de 2009



sábado, 21 de fevereiro de 2009


Isto não é uma festa indie #02 review + fotos






Fotos por Marco Castro.
Review da INEUFI#02 aqui.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009


Hoje! Rock das drogas!



O STONER ROCK PORTUGAL tem o prazer de apresentar o primeiro Stoner Rock Portugal Fest com MISS LAVA (Lisboa), BLACK BOMBAIM (Barcelos) e COSMIC VISHNU (Barcelos). A primeira edição tem lugar no barco Porto-Rio já esta Sexta-feira (20 de Fevereiro) pelas 23 horas. A entrada vale 5€.



MISS LAVA - www.myspace.com/misslavarock
Os Miss Lava vêm de Lisboa até ao Porto para abanar o barco! O quarteto tem percorrido os palcos nacionais de Norte a Sul, recebendo excelentes críticas, consequência dos seus quentes concertos. A banda irá apresentar neste concerto o seu trabalho de estreia com edição pela portuguesa Raging Planet. Para os que ainda não conhecem esta potentissima banda, é favor colocar debaixo de olho. Serão uma das promessas nacionais para 2009!
A todos os amantes do Heavy-Rock: tem aqui uma excelente oportunidade para ver o palco encandescente com a lava derramada por estes senhores!

BLACK BOMBAIM | www.myspace.com/blackbombaim
Três jovens durante um set de 40 minutos sem parar, onde o stoner-rock, o psicadelismo e heavy-rock dos 70's marca forte presença. Quem já viu concertos deste trio, certamente não irá esquecer tão cedo. Se os norte-americanos Earthless estão nas bocas do mundo pelos seus concertos a um ritmo non-stop inabalável, os Black Bombaim seguem-lhes as pisadas e prometem não ficar para trás. Será certamente uma viagem psicadélica sem sair do Barco Gandufe. E como novidade, estão quase quase a lançar o trabalho de estreia que serve como complemento ao concerto e que estará cá fora em Março pelas mãos da Sonic Infusion Records e Lovers&Lollypops.

COSMIC VISHNU - www.myspace.com/cosmicvishnu
Dois jovens oriundos de Barcelos, mergulham no Stoner, Space-Rock, Post-Rock e Doom, munidos apenas de uma guitarra e bateria. A cada dia que passa, recolhem ainda mais atenções na América e na Europa devido ao disco de estreia "Colossus Moutain", lançado pela editora portuguesa Sonic Infusion Records.
Infelizmente, este será o último concerto sobre o nome de Cosmic Vishnu. A banda encerrará aqui uma etapa e iniciará uma nova já no próximo mês sobre o nome de Aspen (aqui mais voltados para o Post-Rock que nunca). Portanto, este será o último concerto e uma oportunidade mais que única para ver este duo em palco.

A animação do Deserto do Rio Douro ficará a cargo do Dj JP, com os melhores temas Stoner a tomar conta das colunas do Porto-Rio!

A reter:
20 de Fevereiro | Sexta-Feira
MISS LAVA | BLACK BOMBAIM | COSMIC VISHNU | Dj JP
Porto-Rio | Barco Gandufe | Rua do Ouro | PORTO
Entrada 5€
23 HORAS

Mais Info:
www.myspace.com/stonerrockportugal
stonerrockportugal@gmail.com
+351 91 953 22 95

O deserto nacional começa esta sexta-feira! Não percam!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009


Vem aí peso na Casa Viva



Ultraphallus
Aspen
Segunda, 02 de Março 19h
Casa Viva
(Praça do Marquês nº167)
Entrada Livre (Agradece-se o donativo)

Joca


terça-feira, 17 de fevereiro de 2009


Isto não é uma festa indie #02

No mês de Fevereiro a ISTO NÃO É UMA FESTA INDIE refugia-se no fuzz do garage e no rock n' roll com um alinhamento transversal e transgeracional composto pelos já elevados ao estatuto de históricos The Prostitutes, o lo-fi fresquinho dos Les Triple e Rodas, figura incontornável do universo underground portuense, a rodar uns pratos depois dos concertos.

ISTO NÃO É UMA FESTA INDIE
The Prostitutes + Les Triple + Rodas
Quinta, 19 de Fevereiro, 23H
Plano B, Porto
5€



segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009


Japrocksampler: Flower Travellin' Band - Anywhere (1971)

Em 1970, o rock japonês, inspirado pelas bandas Surf americanas como The Ventures ou os The Tornados, tinha-se tornado uma anedota de si próprio. Nesta altura, muitas bandas estavam a descobrir e a emular aquilo a que apelidaram de "New Rock" inspiradas por bandas como Black Sabbath, Led Zeppelin ou King Krimson. Porém, esta nova página do rock japonês encontrou muitas dificuldades em ser escrita. Na cena japonesa era praticamente impossível encontrar vocalistas que emanassem as mesmas qualidades selváticas de Ian Gillan ou Robert Plant por exemplo. E a energia e força de Keith Moon, Mitch Mitchell ou John Bohnam era impossível de igualar pelos bateristas japoneses, conhecidos pela delicadeza do seu toque.
O "new rock" parecia uma miragem até que "Anywhere", 1º álbum dos Flower Travellin' Band foi editado.



Sobre o álbum, o Cope diz; "Ostensibly a covers album that included versions of such behemoths as '21st Century Schizoid Man', 'Black Sabbath' and 'House of the Rising Sun', ANYWHERE was actually a hugely inventive record. The Sabbath title track was reduced to a proto-Doom crawl more reminiscent of modern bands such as Boris or Reverend Bizarre thn the original by Ozzy'n'Co. Flower's version of '21st Century Schizoid Man' lost its braying King Crimson sax, its prissy snare-led drumming and its la-de-la Greg Lake-in-a-washing-machine-vocal, all replaced by a proto-metal power trio with a demented and shrieking ork on lead vocals. 'House of the Rising Sun' became an entirely different song with new chords and arrangement that placed it firmly on LED ZEPPELIN II. Even better was Flower Travellin' Band's own sixteen-minute-long 'Louisiana Blues', a stunning epic in tradition of the Doors at their most driving (MORRISON HOTEL meets L.A. WOMAN), complete with bottleneck guitars and wailing blue harp courtesy of singer Joe Yamanaka. Here at last was evidence that the japanese could indeed do the hard-rock thing!"

Flower Travellin' Band - Louisiana Blues


Procurem o link do álbum no texto :)

Puta de Festival!


sábado, 14 de fevereiro de 2009


Cocktails Molotov

Ingredientes bonitos para bebidas porreiras...




The Stooges + Jimi Hendrix = The Heads




Black Sabbath + Jethro Tull = Blood Ceremony





quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009


Maserati/Zombi Split

O real valor dos Maserati deste split, encontra-se concentrado na música Monoliths/Thieves, malha pós-rock espacial de 8 minutos e 55 segundos, com uma aura completamente angular. Se conhecermos a banda nos seus anteriores registos, podiamos sentir isso na abertura do álbum Inventions for the New Season, com a música Inventions. É estranho catologar uma banda de pós-rock espacial, mas é isso mesmo o que se sente. Algo que não é demasiado agressivo, mas que nos transporta para um estado completamente planante e giratório. O baterista já trabalhou com inúmeros projectos de dança (!!!, Juan Maclean, etc) e sente-se na percussão, ritmos repetitivos, quase de transe e que apelam à dança. 

Com os Zombi, conhece-se um rock ambiental, na sua vertente mais runaway-de-bichos-estranhos-que-correm-atrás-de-mim. Tem um ínicio hiper prometador com mais elementos electrónicos provocando a nossa viagem ou fuga, como a perfeita simbiose entre o mais electrónico e o mais orgânico.

Um belo split.

PS: se procurarem por maserati zombi, o 1º resultado dará acesso ao EP. (thesirenssound)

Isto não é uma festa indie #01 por Carlos Amaral


Isto não é uma festa indie #01 from Lovers TV on Vimeo.

U.S. Girls + João Filipe & Jonathan Uliel, Quinta no Plano B



Na próxima quinta-feira voltamos aos concertos no Cubo do Plano B para uma noite compartida entre os fantasmas da menina Briggite Fontaine e a batucada voodoo de João Filipe & Jonathan Uliel. A entrada custa apenas o consumo mínimo de 3 Euros porque somos, acima de tudo, bons rapazes.


terça-feira, 10 de fevereiro de 2009


Por vezes, a TV é nossa amiga

A sofrer de insónias, há uns dias, estava a ver re-runs do programa do Conan. Como é habitual, no fim do programa actuou um agrupamento musical, que neste caso desconhecia.
Munidos de máscaras à la wrestling, estes senhores do surf intrumental, partiram tudo.

Para quem gosta de "The Ventures", "Dick Dale" e "Man or Astro-man?".


Los Straitjackets - Casbah


Rubrica rockalhada em sítios bizarros 3



The Cramps ao vivo no California State Mental Hospital em Napa, California. Ou seja, uma cambada de freaks e misfits e tocar para outros freaks e misfits num manicómio. O mais crazy, decidam vocês, mas parece-me ser o Lux, o mais wako (és a minha maior influência, meu filho da puta doido)

Monotonix ubber alles



"You hit my girlfriend in the head with a trash can, and as much as i love her, you were still the best fucking band i've seen in ages. don't stay away from raleigh long, ok?" - Siobhan", Raliegh NC



O resto das fotos insanas aqui na Gorilla Vs Bear.

E para quem ainda não conhece (ainda). http://www.myspace.com/monotonix

Novo disco de VERACRUZ!

Que felicidade esta de descobrir que os Veracruz têm novo disco. Em 2004, durante a minha estadia em Barcelona, tive o privilégio de privar com estes quatro cavalheiros e a sorte de os ver um par de vezes incendiar os palcos da cidade condal. Mais do que a música, os Veracruz ensinaram-me muito sobre como jogar neste mundo do underground. Poucos mas incríveis concertos, edições no tempo certo, dj sets inspiradores e projectos paralelos infindáveis e reveladores da cena experimental Catalã. No ano seguinte partilharam um par de concertos com os Green Machine em Barcelona e Murcia e mais uma vez foram senhores de um cavalheirismo invejável. Belas noites essas...
Por tudo isto e por muito mais, um novo disco de Veracruz é algo de salutar.






Os rapazes disponibilizaram o novo disco homónimo no blog da banda http://veracruznuevodisco.blogspot.com/. Saquem e comprem o vinil que eles merecem.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009


Death Sentence: PANDA!


Posso descrever os Death Sentence: PANDA! como a banda agressiva mais fofinha do planeta. As vocalizações da fofura Kim West remetem-nos para um desenho animado fofinho qualquer que, junto com os sopros (clarinete, saxofone,...) agressivos e distorcidos de Paul Costuros e as pancadas frenéticas de Chris Dixon, levam-nos a abanar o corpo de maneira indefinida como se um desenho animado fofinho tivesse descoberto o grindcore e não sabia como reagir. Este trio de San Francisco foi das coisas mais bem dispostas que vi ao vivo no último ano e o seu último álbum, Insects Awaken (Upset The Rythm), tem enchido os meus queridos ouvidos de fofura agressiva na última semana (uma espécie de sado-masoquismo misturado com fazer amor).



domingo, 8 de fevereiro de 2009


U.S. Girls + João Filipe & Jonathan Uliel // Qui, 12 Fev // Plano B

Quinta, 12 Fevereiro 22h
U.S. GIRLS
João Filipe & Jonathan Uliel
Plano B, Porto
Entrada: Consumo obrigatório






U.S. Girls
"Um tumulto electroacústico ressoa pelas paredes, invocando tanto o hospício sintetizado dos Suicide como os fantasmas psicadélicos de Brigitte Fontaine. O epicentro do motim situa-se na cabeça acelerada de Megan Remy, rapariga norte-americana escondida por detrás do moniker U.S. Girls.

Voz, teclados e toda uma parafernália processadora salva de uma condição de desperdício apontam para um vasto cenário experimental, onde a atracção pelo lado escondido da cultura pop (pensem também em Sonic Youth circa "Bad Moon Rising" e Throbbing Gristle circa "The Second Anual Report" lado a lado com versões luciferinas de Bruce Springsteen, Kinks ou Ronettes) é motivo central. "Introducing", editado há alguns meses pela radiante-até-ao-osso Siltbreeze (Times New Viking, Sic Alps, Alan Licht, Eat Skull, Dead C, etc.), foi das melhores coisas que aconteceu à folk-que-caiu-com-grande estrondo-no-caldeirão-dos-ácidos nos últimos anos – venham confirmar."
Sérgio Hydalgo in ZDB

http://www.siltbreeze.com/usgirls.htm
http://www.myspace.com/usgirlsss
http://www.youtube.com/watch?v=9bjknpTs7ho
http://tinymixtapes.com/U-S-Girls



Jonathan Uliel (SOOPA / Mécanosphère) e João Filipe (Sektor 304 / Eskizofrénicos) pertencem simultaneamente às formações F.R.I.C.S. e a Mental Liberation Ensemble. Em duo operam no seguimento das evocações levadas a cabo por HHY & The Macumbas nos terrenos pantanosos da música de inspiração voodoo da pressão acústica e da batucada.

www. myspace. com/joaofilipe0
www. myspace. com/hhyscumclash

Bem sei que toda a gente está a imaginar que o concerto será tardinho mas desta vez será mesmo pontual porque logo de seguida aos concertos vai haver festa Drum no Plano B. Foge!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009


Momentos WTF na história do rock. rubrica1. Tool

Esta rubrica abrange todo o tipo de cenas rídiculas que podem acontecer num palco durante uma actuação. Alguns são momentos Spinal Tap, outros são simplesmente "What the fuck?"



Se havia coisa que eu sempre achei dos Tool da altura que os ouvia em adolescente, era que não eram uma banda engraçada, que não tinha sentido de humor e cujos membros eram tótós. No "Aenima" já havia resquícios de algo escondido de gozar com o pré - establecido, quer na justa homenagem a Bill Hicks, quer na industrial nazi "Die Eier Von Satan", que não passava de uma receita de um bolo de haxixe.
O que se passa neste vídeo é muito WTF, não sei o que se terá passado na cabeça do Maynard James Keenan. À consideração.

The ALTO! sessions.tombo1

Fomos gravar a casa do Cachada ( produtor de inúmeros projectos ligados à honeysound. http://www.honeysound.com ) em Creixomil, ali de quem vai de Barcelos para Esposende.
Abastecemo-nos primeiro com 3 grades de cristal e montámos as coisas na sala.

A coisa ia funcionar da seguinte maneira. Tinhamos 4 dias para gravar, misturar e masterizar a coisa. Takes à primeira, cada um ia gravando à vez, servindo os outros de guia. Cantei para uns headphones ligados a um módulo de delay bastante antigo ( dos 70s) que acabei por utilizar em grande parte.
Primeiro dia iamos gravar as baterias. Detectamos um "pick pick pick" da tarola do Senra que tornaram os esforços de o gravar inúteis.

Segundo dia, já passou metade do tempo que temos para gravar e ainda não gravamos nada. O "pick" desapareceu, as baterias são gravadas, o Rato está sempre a mandar vir porque tem um cobertor em cima do amplificador e não se ouve. Aproveitamos o fim da tarde e o Maison gravar as linhas de baixo. Quase tudo ao primeiro "take", o tempo é curto e isto não o "The Wall".
A meio da tarde gravamos o discurso do Obama da televisão para os microfones da bateria.Utilizámos algumas partes e é uma pena que o homem não siga uma carreira a gravar para a Def Jam. Grande métrica, tempo e ritmo, Barack.

Terceiro dia fica só para guitarras. Eu não pude aparecer, por isso não sei como correu.

Quarto dia tenho de gravar as vozes todas, os outros bandidos já gravaram coros com um sotaque minhoto-britânico no ponto. Despacho a coisa ao primeiro ou segundo "take". Se rodrigar à volta da coisa, será sempre por coisas parvas.
O Cachada enfia um korg de bolso, que mais parece um gadget japuna numa música.
O Nico chega ao fim da tarde e mete numa música uma harmónica à coyote Nelo Jovem, e noutra um teclado mega-xunga à The Fall. O Ricardo aparece às 21h e mete um solo Hendrix/Creedence.
O Zé manda-nos todos embora e diz-nos que nos dá a gravação na próxima quarta.

5 das 6 músicas estão aqui:

http://www.myspace.com/bandalto

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009


Depois do Ron Asheton...

R.I.P. Lux Interior




Aproxima-se fim de semana perigoso...

Quinta, 05 de Fevereiro // Beat It Sessions // Plano B
The Juan Maclean


Um dos grandes nomes da DFA, o senhor Juan Maclean.
www.myspace.com/thejuanmaclean

Sexta, 06 de Fevereiro // Beat It Sessions // Plano B
Thieves Like Us


A coolness em concerto
www.myspace.com/thieveslikeus

Sábado, 07 de Fevereiro // Porto Rio
Wolves In The Throne Room


O despertar do nosso mais profundo e obscuro inconsciente.
Dj set de Fua (eu) e JP. Da minha parte levo os meus discos de drum n' bass. Amplificasom rules.
www.myspace.com/wolvesinthethroneroom

Sábado, 07 de Fevereiro // Alta Baixa // Maus Hábitos
Dj Scotch Egg


Senhor chiptuner, Para dançar aos saltinhos.
www.myspace.com/djscotchegg

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009


Olá, eu sou o Nuno e esta é a minha Mixtape Nº 1

O nome desta mixtape podia ter o nome da canção dos Linda Martini, "Amor Combate", mas não. Prefiro ter outro nome para esta primeira mixtape.  Assim baptizo-te de: "A mixtape dos Pólos". São dois estados de espírito, ou duas ondas. 

Tentei agrupar no lado A, o folk, a pop ou a parte mais choninhas que recentemente tenho vindo a descobrir. Dos clássicos às esperanças. A conhecer o poeta Dylan e o senhor Springsteen. Da voz feminina a encarnar o Justin. Da lenda Robert Wyatt, numa excelente versão com os Hot Chip. De um dos álbuns de 2008 (Fleet Foxes), ao que me bateu mais nesta última semana (a voz do puto Virot).

No Lado B, o rock. As minhas referências (Nirvana e Fugazi) e os discípulos. 8 anos separam dois dos álbuns da minha vida (In Utero e o Argument). Vejo nos No Age o elo perdido entre o caos dos Nirvana e o lo-fi. A loucura dos Ponytail, o melhor do punk-hardcore do ano 2000, com os Bronx e os seus riffs filhos da puta. Com os Abe Vigoda, o melhor do rock tropical e angular, numa das músicas do meu ano de 2008. São mais gente que os limpinhos dos Vampire Weekend.

Lado A
Bob Dylan -  Fixin' to die
Bruce Springsteen - Ghost of Tom Joad
Kaki King - Lovestoned (Justin Timberlake Cover)
Hot Chip - We're Looking For A Lot Of Love (with Robert Wyatt, remixed by Geese)
Fleet Foxes - White Winter Hymnal
François Virot - Island



Lado B
Fugazi - Cashout
No Age - Cappo
Nirvana - Scentless Apprentice
Abe Vigoda - Skeleton
Ponytail - Small Wevs
The Bronx - Knifeman





77 Boadrum // Boredoms 07.07.07


Japrocksampler: Akira Ishikawa & Count Buffaloes - Uganda

Nos últimos tempos as minhas viagens para o trabalho têm sido acompanhadas pelo senhor Julian Cope e pelo seu Japrocksampler. Tem sido uma leitura lenta, a cada página sou mergulhado num mar de informação. Mais do que uma visão sobre o Japão, o livro encerra um olhar global do mundo pós-guerra.
Apesar da dificuldade em me lembrar dos nomes dos intervenientes, as descobertas têm sido imensas e como tal obrigam á partilha. Assim, de tempos a tempos vou deixando aqui algumas pistas do Japão underground.



Akira Ishikawa, era um conhecido baterista japonês e líder da banda de apoio ao mega e histérico sucesso mundial "Hair". A vida corria bem a Ishikawa mas dois meses depois da estreia do musical no Japão, todo o elenco e equipa de produção foram presos por posse de drogas levando assim ao cancelamento do sonho hippie japonês.
Sem trabalho, Ishikawa virou-se para um sonho antigo; combinar o tribalismo africano com o fuzz vindo do continente americano. Para tal viajou para África e quando voltou da sua expedição convidou o incrível guitarrista Kimio Mizutani para produzir o efeito pretendido.

Assim surge "Uganda", álbum de Acid Rock Afro-Delic que combina fields recordings de áfrica, percussões tribais, banjos japoneses em extâse e fuzz, muito fuzz que trespassa nomes como Sammy Hagar ou Frank Zappa.




O álbum já deve valer mais do que os nossos pequenos bolsos podem desejar no e-bay por isso aqui fica.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009


Fotos "Isto não é uma festa indie" 29 Jan, Plano B

Fotos dos The Living Dead Orchestra e dos Talibam! por Marco Castro na primeira não festa indie. Review do concerto aqui.






A saga starwariana conimbricense

Fui passar música a Coimbra este fim de semana. Não sei se torno a ir. Coimbra só para copos e namoro.

Sexta- feira fui passar música ao Kirsch. O Kirsch é um restaurante de fondue que a partir da meia-noite se torna em bar dançante. Até aqui tudo bem, não fosse o sítio ter tomado este modalidade de night entertainment á coisa de 3 semanas.
O sistema de som roçava o anedótico. Podia perfeitamente estar a passar música com este material em 1992 que seria igual. Uma rídicula mesa de 2 canais alimentava 2 colunas de computador para uma sala onde cabiam umas 80 pessoas. 2 aparelhagens da Phillips dos anos 90 completavam o ramalhete com a cream de la créme acoplado, a espécie de cereja no topo do bolo; um leitor de vinil dos anos 70, ainda com o pó, ou seja não devia ser ligado desde que o vinil morreu no final dos anos 80, e uma agulha que parecia ter explodido com uma granada.
Precavido, trouxe a minha super espectacular mala para vinis todinha em plástico, sem fio de terra nem nada. Ligo-a e ponho a dar o meu single em vinil de 7 polegadas em 2ª mão da "dance me to the end of love" do Leonard Cohen. De repente o incorrigível romântico fica a soar a Darkthrone.
O dono do fondue, chama-se Paulinho. Uma cara nada estranha que depois descobri de onde vinha. Pelos vistos o Paulinho, além de me ter trazido o leitor de vinil do avô, é o ex manager dos Bunnyranch, que aparece no maldito documentário sobre os mesmos. Pede-me insistentemente que reduza os graves. Eu respondo-lhe que isso é indiferente dada a qualidade das colunas.
Tenho que passar os 2 cd rs que trouxe e deixar os 40 discos de vinil que tinha trazido de lado. 60 músicas que ouvi tantas vezes neste fim - de - semana que duvido seriamente que as volte a ouvir. Do cardápio fazia parte Man or Astroman?, Kinks, BRMC, Bob Log, MC5, RL Burnside, Animal Collective, Turbonegro, e por aí fora.
Tive que passar estes 2 cds para uma sala que à 1 da manhá estava cheia. o som no geral estava no 8 e os canais com 9 e bastante gain. A coisa durou até às 4h.
Na segunda noite fui passar som ao Schmoo. Arreliado pela noite anterior, tenho ainda de subir um morro do tamanho de um campo de futebol, carregado com a mala e os vinis. O peso seria o equivalente a carrgar às costas 2 pastores alemães mortos.Além disso estava a chover copiosamente Chego ao sítio a suar e todo molhado, e qual saga, o problema volta a repetir-se, só que desta vez nem há leitor de vinil. A dona do sítio que se chama Sara e parece uma dominatrix, dá-me um raspanete, e eu fico sem reacção , apenas dizendo "normalmente quando passo música os sítios já tem leitores de vinil". Volto a passar as 60 músicas, mas com uma dificuldade de saga ainda maior. O leitor lia os meus cds até à 13ª música, mas a partir daí kaput. Tinha de chegar à 13ª e começar a puxar para a frente as músicas que queria por mas sem mudar a faixa. Além disso articulei a coisa para que das 23h à 1h30 passasse tudo, sem repetir nada e dessa hora até fechar passasse outra vez tudo. Acho que passei a "spread your love" dos BRMC umas 5 vezes.

Conclusão: andei a carregar 2 pastores alemães mortos às costas para nada. Nunca mais passo música em Coimbra.

Recordações da Casa Amarela: Sleep - Dragonaut

Numa altura que os rapazes preparam-se para apresentar "Holy Mountain" no ATP e 11 anos depois da separação, nada melhor que recordar os Sleep e a malha que me tornou cliente habitual; "Dragonaut".
Espécie de monstro mitológico do groove, imensa avalanche de perigo iminente, poderosa asserção alienígena; "Dragonaut" ganha contornos sobre-humanos quando arraçada com o fetichismo freak de Harmony Korine no filme "Gummo".



Ride the dragon toward the crimson eye
Flap the wings under Mars red sky
The reptile pushes itself out into space
Leaving behind the human race

Swim inside the solar seas
The Nebula cries out to me
Passing where I've gone before
I fly on through the crimson door

Ride the dragon toward the crimson eye
Flap the wings under Mars red sky.



domingo, 1 de fevereiro de 2009


Black Bombaim no Cabaret Maxime